ADOTE ESSA IDEIA: Adoção tardia

Imagem de Pexels por Pixabay 


Antes de abordar sobre o tema é necessário explicar o que seria esse termo, a adoção tardia (como é popularmente conhecido) se refere a quando a criança adotada já desenvolveu completa ou parcialmente a sua autonomia e interação com o mundo.


É importante destacar que não existe uma idade mínima formal que caracterize a adoção tardia, desta forma considera-se tardia as adoções de crianças que já conseguem se comunicar, sabem andar e não usam mais fraldas.

Atualmente o termo mais utilizados por profissionais da área é “adoção de crianças de mais idade”, pois, desta forma acaba por ampliar o período até a adolescência.

Apenas no Brasil, a fila para quem deseja adotar uma criança é composta por 46,2 mil pretendentes. E neste total, cerca de 93,2% não aceitam adotar crianças maiores de 8 anos. E é ai que chega-se a raiz do problema, pois 62,9% das crianças no Cadastro Nacional de Adoção têm 8 anos ou mais.

A maioria dos pretendentes definem um perfil de criança idealizada da seguinte maneira: um bebê, branco, sem irmãos e sem histórico de doenças ou deficiências.

Isso aumenta a fila de espera e torna o processo de adoção mais prolongado podendo durar anos.

Olha-se também o lado dos pretendentes que na maioria das vezes tendem a ter uma visão distorcida de adotar crianças maiores de 8 anos, por exemplo.

Os pretendentes


Existe uma insegurança por parte dos pretendentes à adoção, em razão da criança já ter uma história de vida até aquele momento, tanto físico quanto emocional: histórico de saúde, vivências anteriores, fatores psicológicos etc.


As crianças


Na visão por parte da criança, o que existe é o medo do desconhecido e a insegurança em relação à nova vida, com destaque para o receio de uma nova rejeição.


Outra coisa que também implica na criança é a ansiedade em decorrência da separação das pessoas, do abrigo ou casa-lar em que vive, que mesmo sendo muitas vezes um ambiente árido e com poucos vínculos, foi o único lugar que ela teve a oportunidade de conhecer. E, portanto, ali ela firma uma relativa segurança.


Apesar de todos os receios e anseios a prática aponta que esses desafios são fáceis de serem resolvidos e que a adaptação da criança é muito mais rápida e tranquila se antes da adoção o adotante quiser fazer um período de acolhimento familiar.

Aos que tem receio existem organizações-não governamentais que ajudam e auxiliam os adotantes promovendo encontros com famílias que adotaram e com quem está no processo de adoção, justamente para desmistificar a visão errada que os pretendentes tem do tema. Explora-se a relação dos pais com essas crianças maiores, incentivando a adoção. 

Texto por: Beatriz S. Andrade

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