Deputadas criam projeto para proibir discriminação no processo de adoção
Por: Beatriz Andrade
Um Projeto de Lei que este em tramitação na Câmara dos Deputados e é uma das propostas das deputadas federais Luiza Erundina (SP) e Fernanda Melchionna (RS), tem como objetivo acrescentar novas medidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para proibir que haja discriminação de crianças e adolescentes e ainda dos adotantes durante o processo de adoção.
De acordo com o texto: juízes, desembargadores,
promotores, procuradores de Justiça e assistentes sociais estão expressamente
proibidos de discriminar crianças e adolescentes independentemente de qualquer
razão como por exemplo: nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, etnia
ou cor, religião ou crença, deficiência, condição pessoal de desenvolvimento e
aprendizagem, condição econômica, ambiente social, região e local de moradia ou
outra condição que diferencie as pessoas.
Como esse novo projeto de Lei se aplicaria
para os adotantes?
Os adotantes por sua vez irão usar a vedação, ela pode
ser aplicada em situações discriminatórias como: religião ou crença, origem,
deficiência, idade, sexo, orientação sexual, raça, etnia ou cor, composição
familiar, estado civil, condição econômica, região e local de moradia.
No texto ao qual a PL está anexada, as deputadas
explicam que a intenção é melhorar o alcance de interesse das crianças e dos
adolescentes:
"A adoção é uma experiência delicada.
Dificultar o processo, em função de discriminação das próprias características
das crianças, dos adolescentes e dos pretendentes, significa impor mais uma
barreira para o alcance do melhor interesse da criança e do adolescente: o de
finalmente integrar uma família.
Ainda segundo as parlamentares, o próprio ECA já
possui restrições contra discriminações, mas elas acreditam que é importante e
necessário reforçar essa cláusula no que diz respeito à adoção.
O Projeto de Lei para pretendentes
Nos casos dos pretendentes a adotantes, Erundina e
Melchionna informam que a discriminação vem como base as características como
raça ou deficiência e isso acaba por afetar a todos os indivíduos que tenderiam
a ter todos os critérios para cuidar de um filho e constituir uma família.
As deputadas alegaram que esse Projeto de Lei viria a
facilitar o processo de adoção e consequentemente viria a diminuir a taxa de
desistência.
"Prever expressamente a vedação a
esses preconceitos contribuiria para reduzir a taxa de desistência de
pretendentes, por vezes submetidos a humilhações, desgastes psicológicos e
custos processuais adicionais”

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